APA DE GUARAQUEÇABA
 
AREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DE GUARAQUEÇABA

< Antonina  -  Guaraqueçaba  -  Paranaguá >
Rua Paula Miranda 10  -  Guaraqueçaba

 

Bioma: Floresta Atlântica e Ecossistemas Costeiros.
Unidade de Uso Sustentável.
A APA de Guaraqueçaba engloba o Parque Nacional do Superagui e a Estação Ecológica de Guaraqueçaba. Nela atuam órgãos estaduais, municipais e organizações não governamentais.
Toda sua área está incluída na Reserva da Biosfera Vale do Ribeira e Serra da Graciosa, pela UNESCO.

Esta unidade foi criada para proteger áreas representativas de Floresta Atlântica, o complexo estuarino da Baia de Paranaguá, os sítios arqueológicos (sambaquis) e as comunidades caiçaras integradas no ecossistema regional.

Em 1984 foi criado o Conselho de Desenvolvimento Territorial do litoral paranaense, destinado a impedir o processo de ocupação desordenada do litoral paranaense e buscar o cumprimento da lei, surgindo assim a unidade.
A região de Guaraqueçaba representa hoje um dos últimos e mais significativos remanescentes da Floresta Atlântica e dos ecossistemas associados, englobando a Serra do Mar, a Planície Litorânea, as ilhas e extensos manguezais.


 

A região foi ponto de entrada de Portugueses no Paraná, logo após o descobrimento do Brasil.
Em 1545 ocorreu a expedição do navegador Hans Staden, juntamente com a expedição de Diogo Senabria, naufragou no litoral norte do Paraná e, salvando-se do desastre, Hans publicou um livro sobre as terras do Paraná quando retornou à Europa.

Em 1585 chega a primeira Bandeira predadora dos índios Carijós.
A colonização suíça iniciada em 1852 destacou-se na região, sendo que o apogeu da ocupação da região data do final das décadas de 1960 e 1970, quando houve grande alteração no perfil de ocupação e produção do local.


ilha Pinheirinho

Atualmente os habitantes da região são os caboclos (caiçaras), descendentes da mistura de índios, mulatos, pretos e imigrantes que colonizaram o local. Muito da cultura original dos índios da região se mantém nos hábitos dos caiçaras, nas suas lendas, na linguagem, no artesanato e na medicina caseira.


ilha Pinheirinho

O testemunho mais marcante de existência de muitas populações indígenas na região está na presença dos sambaquis (há mais de cem catalogados) encontrados ao longo de toda a Baía. O nome da unidade é de origem tupi-guarani e significa "Pouso da Ave Guará".


ilha Pinheirinho

A unidade possui uma área de 283,14 ha. Está localizada no estado do Paraná, abrangendo os municípios de Guaraqueçaba, Paranaguá, Antonina e Campina Grande.


ilha Pinheiro

O acesso a região pode ser feito, saindo-se de Curitiba, pela rodovia BR-227 até o município de Antonina e depois pelas PR-440 e PR-405 até Guaraqueçaba, percorrendo-se um total de 180 Km; ou pela BR-227 até o município de Paranaguá e de lá por via marítima até a região.
É típico de zona tropical úmida, com elevada pluviosidade, os meses mais chuvosos são de fevereiro a abril. A temperatura média gira em torno de 28 º, caindo um pouco no inverno.


ilha Pinheiro

A partir do ancoradouro ou da praça de Guaraqueçaba pode-se avistar o belíssimo conjunto de montanhas costeiras da Serra do Mar e na baía é possível observar o movimento dos botos e biguás ao entardecer, com o sol se pondo atrás das ilhas.
O local possui algumas trilhas primitivas e a Reserva Particular do Patrimônio Natural de Salto Morato (a 18 Km da cidade de Guaraqueçaba), onde é possível acampar e desfrutar da cachoeira do rio Morato. Pode-se também visitar ruínas da colonização suíça, sambaquis e manguezais.
O ideal é visitar a área no verão e outono, quando as brumas descem e escondem os sopés das montanhas enquanto o sol brilha ao alto.
São três grandes unidades de paisagem: planaltos, altas serras e a região litorânea (abrange 82% da APA). Reune cerca de 100.000 ha contínuos de Floresta Atlântica, restingas e uma das maiores concentrações de manguezais totalmente preservados do país.


ilha Pinheiro

Abriga uma infinidade de endemismos em vários grupos. É também um dos últimos redutos para várias espécies raras e ameaçadas. A jacutinga, o macuco e o papagaio-da-cara-roxa, são encontrados na unidade e estão entre as principais espécies de aves ameaçadas.


papagaio de cara roxa

Extrativismo vegetal, principalmente o palmito, culturas de banana e gengibre com a utilização de agrotóxicos, comércio de fauna e flora, exploração inadequada de areia e seixos ao longo dos rios são as principais ameaças à APA.
Conservação do Meio Ambiente com a melhoria da qualidade de vida, ICMS ecológico para o município, transportes adequados e início de um ecoturismo ordenado com benefícios diretos e indiretos para as comunidades.

Fonte: Ibama

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