Parque Estadual do Cerrado
 
< Jaguariaíva >
Instituto Ambiental do Paraná
Rua Engenheiro Rebouças 1206  -  Curitiba

O Parque Estadual do Cerrado foi criado em 1992, através do Decreto Estadual Nº 1232, mantém um dos últimos remanescentes de cerrado no Paraná, e encontra-se localizado no município de Jaguariaíva, na região dos Campos Gerais e Campos de Jaguariaíva.

Sua criação deu-se com o objetivo de conservar um dos últimos remanescentes de cerrado ainda existente no Estado, considerando ameaçado em função da pouca representatividade destas áreas no Paraná.

 
O Parque, com área total de 420,40 ha, tem uma importância científica inestimável, já que o cerrado está entre os ecossistemas mais importantes e ameaçados do mundo, expondo à perda de representantes da flora e da fauna, em um dos ecossistemas mais ricos do País.

Com deslumbrante paisagem característica dos Campos Gerais, o Parque Estadual do Cerrado apresenta ao longo dos vales, afloramentos de rochas areníticas esculpidas pelo vento e pela chuva e densa floresta ciliar.

Sua vegetação constitui-se de uma mistura de espécies botânicas encontradas no Brasil meridional, somadas as mais características do Planalto Central Brasileiro, onde predominam as áreas savânicas.


No Parque não existe um padrão único de flora, onde associam-se formações de campos, cerrados e florestas, que juntas apresentam índices de riqueza florística bastante elevados.
Predominam espécies como o barbatimão, o pequi, a copaíba, os ipês, o dedaleiro, entre inúmeras outras de porte arbóreo, arbustivo e herbáceo.

São muitas as espécies animais que habitam, sendo expressiva a diversidade entre aves, répteis, invertebrados e mamíferos já identificados: jacu, siriema, quero-quero, anu-branco, carracho, tamanduá-bandeira, tamanduá-mirim, veado, lobo-guará, capivara, gato-do-mato, suçuarana, onça-pintada entre outras.

 


tamanduá bandeira

capivara

tamanduá mirim

Apesar da interferência humana ser marcante em praticamente toda área do Parque, este mantém-se em bom estado de conservação, e representa efetivamente a vegetação savânica que ocupou a região antes de sua colonização.

Um cenário de árvores retorcidas, em ambiente aparentemente árido e sem vida, é a primeira impressão que temos ao entrar no cerrado. Mas na verdade estamos diante de uma vegetação de beleza cênica única, que além de flores exuberantes, apresenta uma imensa riqueza biológica e uma fauna rica e expressiva, fatores que garantem ser o cerrado, a savana de maior biodiversidade do mundo.

Seguir através de trilhas com extensão total de 3.000 metros, é uma opção que nos dá a oportunidade de constatar a beleza deste cenário. Do mirante contemplar a vista magnífica do cânion do Rio Jaguariaíva ou mesmo descer até as suas margens para ver as fortes corredeiras é outra opção.

Como um espetáculo a todo aquele que visita o Parque, o Ribeirão Santo Antonio segue com corredeiras e pequenas quedas, até formar uma cachoeira de aproximadamente 40 metros, completando a rara beleza do cerrado paranaense.

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