|
Parque Estadual do Desengano < Campos dos Goytacazes - Santa Maria Madalena - São Fidélis > Estrada de Itaporanga 35 - Santa Maria Madalena Fundação Instituto Estadual de Florestas Rua de Ajuda 5 - Centro - Rio de Janeiro |
|
Localização O relevo do Parque se caracteriza
por cristas de topos aguçados, pães de açúcar, morros, pontões,
escarpas com até 75 graus de inclinação e patamares escalonados.
|
|
|
| A importância hídrica do Parque é inestimável. Numerosos cursos
d’água têm nascentes no seu interior, sendo alguns responsáveis pelo
abastecimento de núcleos povoados nos municípios de Santa Maria
Madalena, São Fidélis e Campos. São também valiosos atrativos a exuberância de cenários naturais e numerosas cachoeiras, entre as quais estão Vernec, Bonita e Tromba d’Água. Os rios mais conhecidos são o Rio Grande e seus afluentes, os ribeirões Macapá e Santíssimo, o rio do Colégio e os rios Segundo do Norte, Morumbeca, Aleluia e Mocotó, afluentes do rio Imbé. Este deságua na Lagoa de Cima que, por sua vez, por meio de um sangradouro formado pelo Rio Ururaí, flui para a Lagoa Feia.
|
| A cobertura vegetal é formada por floresta ombrófila densa
montana e submontana e por campos de altitude. A floresta submontana
reveste as terras até à cota altimétrica de 500 metros, ao passo que
a floresta montana situa-se entre 500 e 1.500 metros. Os campos de
altitude ocorrem geralmente acima de 1.600 metros.
Das 283 espécies de avifauna encontradas nos campos de altitude,
22 são endêmicas e ocorrem em populações reduzidas. Segundo
Martinelli (1989), o Parque do Desengano apresenta os campos de
altitude mais conservados do Estado, se comparados com os de
Itatiaia, Frade, Morro do Cuca e Antas. O Clube de Observadores de
Aves (COA) do Rio de Janeiro vem estudando as aves do Desengano
desde 1985, tendo sido encontradas na região cerca de 410 espécies,
o que evidencia a sua alta biodiversidade.
|
| Entre os mamíferos, destacam-se: preguiça-de-coleira,
onça-parda, quati, paca, barbado, tatu-galinha, irara, cateto,
queixada, sauá, cuíca, macaco-prego, furão e mão-pelada. Em julho de 1999, foi observado também o muriqui, espécie de primata altamente ameaçada de extinção. A descoberta do muriqui atraiu a atenção da comunidade científica nacional e internacional e motivou investimentos em pesquisa e atividades conservacionistas, a exemplo do que vem sendo realizado com o mico-leão-dourado nas Reserva Biológicas de Poço das Antas e Reserva Biológica União (ambas federais).
|