Parque Estadual Rio Canoas
 
< Campos Novos >
Fundação do Meio Ambiente
Rua Felipe Schmidt 485 - Centro  -  Florianópolis

Criado pelo Decreto nº 1.871, de 27 de maio de 2004, localiza-se no município de Campos Novos, é uma unidade de conservação da floresta ombrófila mista ou floresta de araucária.
Sua área conta com aproximadamente 1.200 hectares. A área do parque foi adquirida pela Campos Novos Energia S.A. - Enercan e doada ao Governo do Estado de Santa Catarina como compensação ambiental pelo aproveitamento hidrelétrico de Campos Novos na Bacia Hidrográfica do Rio Canoas.


Usina hidrelétrica Campos Novos
REPTÉIS

Cobra de vidro  -  Ophiodes cf. striatus

 Espécie de porte médio, mede até 40 cm. O corpo é alongado, sem membros, possuindo dois apêndices vestigiais próximo à cloaca. A cauda é muito mais longa que o corpo, e possui muitos pontos de autotomia (de quebra).
Sua forma geral lembra uma serpente, por isso são chamados de cobras.
A coloração do corpo é verde brilhante, com estrias longitudinais escuras.
Distribuem-se no sul do Brasil. Ocorre nos campos e matas, com hábitos semi-fossoriais.
Comem principalmente insetos, mas podem predar minhocas e outros animais subterrâneos.
São vivíparos. Possuem a habilidade de “quebrar” quando capturados, ou seja, soltam a cauda quando segurados por ela (habilidade de alguns lagartos).
Como a cauda é muito longa, e as pessoas não conseguem definir o limite entre ela e o corpo, acreditam que esse lagarto quebra o corpo ao meio.


Lagartixa preta  -  Tropidurus torquatus

Espécie de porte pequeno, mede até 30 cm de comprimento, incluindo a cauda.
Possui coloração escura com manchas mais claras. Ocorre em todo o Brasil, exceto na Amazônia, sendo comuns na área do reservatório.
Estão sempre associados a formações rochosas expostas, geralmente em borda de mata. Também são comuns em áreas alteradas pelo homem.
Alimentam - se de artrópodes, principalmente formigas, vespas, aranhas, besouros e larvas de insetos. Os exemplares maiores podem comer vegetais. São ovíparos.
As fêmeas colocam de 6 a 8 ovos, uma vez por ano, durante a estação chuvosa.
Podem ser encontrados nos muros de casas e nas taipas. Fogem ao menor sinal de perigo, sendo difíceis de capturar.
Costumam ser encontrados em grandes grupos sobre a mesma pedra, tomando sol nas horas mais quentes do dia durante o inverno, e no início da manhã e final da tarde durante os meses mais quentes.


Lagarto teiú  -  Tupinambis merianae

Espécie de grande porte, mede até 2 m de comprimento, sendo a cauda maior que o restante do corpo. Possuem o corpo escuro, com manchas claras; a cauda é anelada de preto e branco.
Os filhotes apresentam coloração mais viva, verde manchada de preto.
Ocorrem em quase todo o Brasil, sendo comuns na área do reservatório. Habitam as matas, saindo para áreas abertas em busca de alimento.
São onívoros, comendo vegetais, frutos, insetos, anfíbios, pequenos mamíferos e outros répteis, não desprezando nem mesmo carcaças de animais mortos. São ovíparos.
São animais agressivos quando molestados, podem morder e desferem chicotadas com a longa cauda, causando ferimentos doloridos.
É comum lutarem com cachorros.
Além disso, são famosos “ladrões de galinheiro”, comendo ovos e pintos. Por isso, muitas vezes, são mortos pelos homens do campo.


Cobra cega  -  Amphisbaena sp.

Espécie de porte pequeno a médio, medindo desde 10 até 50 cm.
Seu corpo é alongado, sem patas. A coloração é parda-rosada, uniforme, podendo ser mais clara na região ventral.
Ocorrem em todo o Brasil, sendo comuns em toda a área do reservatório.
São animais subterrâneos, podendo ser encontrados sob pedras e troncos, principalmente depois de alguma chuva. Alimentamse de insetos e minhocas. São ovíparas.
Podem ser encontradas nas hortas, pelos agricultores, que as confundem com serpentes.
Costumam ser agressivas, mordendo quando manipuladas; suas mordidas são inofensivas, não passando de um beliscão.


Boipeva  -  Waglerophis merremii

Espécie de porte médio, mede até 1,5 m. Possui coloração parda com manchas laterais mais escuras imitando o grupo das jararacas, principalmente as cruzeiras.
Distribuem-se desde o Brasil central até o Sul, extremamente comuns na área do reservatório onde são conhecidas como urutus-amarelas.
Habitam as matas, mas podem ser encontradas em campo aberto e nas bordas de banhados.
Alimentam-se de anfíbios, principalmente sapos, sendo uma das únicas espécies imunes ao veneno desses anuros. São ovíparas, podendo colocar mais de 30 ovos.
Apresentam comportamento agressivo, achatando se no chão para parecerem maiores, abrem a boca e dão muitos botes.
Possuem um par de dentes grandes no fundo da boca, que usam para perfurar os pulmões dos sapos, esses dentes se assemelham às presas das jararacas, e são visíveis quando o animal escancara a boca para assustar os predadores.
Apesar de tudo isso, são completamente inofensivas.


Boipeva serrana  -  Xenodon neuwiedii

Mede de 30 a 80 cm. O corpo tem coloração parda com manchas oblíquas, claras e escuras, imitando as jararacas. Ocorrem associadas às matas com Araucária, no Sul e Sudeste do Brasil.
São comuns na área do reservatório.
Percorrem o solo das matas que habitam em busca de anfíbios, principalmente sapos, dos quais se alimentam. São imunes ao veneno desses anfíbios. São ovíparas.
Podem apresentar um comportamento semelhante às boipevas-comuns, achatando-se no chão, triangulando a cabeça, e dando botes. Mesmo assim, são inofensivas.
Os sapos costumam inflar o corpo quando abocanhados, enchendo os pulmões de ar.
Como as boipevas - serranas possuem dentes desenvolvidos no fundo da boca, os utilizam para perfurar os pulmões dos sapos e assim poder engoli-los.
Em função desses dentes maiores, sua mordida é bastante dolorida.


Cobra coral verdadeira  -  Micrurus altirostris

Espécie de pequeno porte, medindo de 40 cm a 100 cm.
Tem coloração viva, com o corpo coberto por anéis vermelhos, amarelos e pretos.
Espécie típica do sul do Brasil e muito comum na área do reservatório. Apresenta hábitos subterrâneos, alimentando se de animais serpentiformes, inclusive outras serpentes, mesmo as peçonhentas.
Costumam colocar ovos no interior de formigueiros e cupinzeiros.
As corais possuem o veneno mais tóxico entre as serpentes brasileiras, mas os acidentes são raros, devido ao seu tamanho e comportamento.
São calmas, não dão botes e sempre procuram fugir. Dizem que as corais picam com o rabo, o que é uma lenda. Isso pode ser explicado pelo comportamento dos machos que, quando incomodados, costumam erguer a cauda formando uma argola.
Essa argola permite mostrar os órgãos sexuais, chamados hemipênis, cheios de espinhos.
Os espinhos assustam as pessoas, que os consideram venenosos, mas na realidade são inofensivos.


Cobra d'água  -  Helicops infrataeniatus

Espécie de porte pequeno, medindo entre 30 e 80 cm.
A coloração do dorso é escura, com listras longitudinais, o ventre pode ser branco, amarelo ou vermelho, com listras ou padrão xadrez preto.
Distribuem-se desde o sudeste até o sul do Brasil, e extremamente comuns na área do reservatório. São facilmente encontradas nos açudes, banhados, campos alagados e em quase qualquer corpo d’água.
Alimentam-se principalmente de peixes, mas também podem comer pequenas rãs. São vivíparas, podendo parir cerca de 25 filhotes por gestação.
Muito agressivas quando molestadas, mas suas mordidas são inofensivas.
Essas serpentes costumam abocanhar os peixes presos em redes e anzóis, assim, é comum serem encontradas por pescadores que acabam por matá-las desnecessariamente.


Cobra lisa  -  Liophis miliaris

Serpente de médio porte, medindo até 1 m.
A coloração varia de verde azulado a verde musgo escuro.
As escamas são muito brilhantes, dando um aspecto úmido à serpente. O ventre pode ser branco ou amarelo vivo, com bordas negras nas escamas.
Os filhotes possuem coloração diferenciada dos adultos, sendo verdes com pequenas manchas pretas e cabeça toda negra. Ocorrem em quase todo o Brasil e são muito comuns na área do reservatório. Ocupam tanto o ambiente aquático como o terrestre, podendo ser encontradas em banhados, lagoas e poças de água parada.
Alimentam-se de anfíbios e peixes, não sendo incomum tentarem comer animais grandes demais. São ovíparas. Não costumam morder, e são inofensivas.
Quando molestadas, exalam um cheiro fétido, assustando os predadores.
Além disso, os filhotes costumam achatar a parte anterior do corpo para parecerem maiores.


Jararaca  -  Bothrops jararaca

Serpente de porte médio, em torno de 1,5 m.
Tem coloração que varia do cinza ao preto, com manchas nas laterais do corpo.
São comuns em todo o Brasil, do nordeste ao sul, e ocorrem em todo o reservatório.
Habita principalmente as matas, mas pode ser encontrada em campos e lavouras. Alimenta-se basicamente de roedores, mas pode comer rãs, lagartos e até algumas aves. São vivíparas.
As jararacas são agressivas, possuem dentes grandes, e dão botes que geralmente alcançam a distância máxima de um terço do comprimento da serpente.
Seus filhotes possuem a ponta da cauda branca. São peçonhentas, podendo causar acidentes graves para o homem e para outros animais.
Elas se camuflam entre as folhas do chão da mata e movimentam a cauda, como se fosse uma minhoca, a fim de atrair suas presas.


Jararaca pintada  -  Bothrops neuwiedi

Serpente de porte médio, medindo 1,5 m.
Possui coloração parda, clara ou escura, muitas vezes com tons rosados ou alaranjados e manchas nas laterais em forma triangular.
Ocorrem em todos os Estados brasileiros, onde a cor e o tamanho podem variar de acordo com a região. São raras na área do reservatório.
São animais de campo, mas também podem ser encontradas nas matas.
Alimentam-se principalmente de roedores. São vivíparas.
Desferem botes, estando entre as mais agressivas do grupo das jararacas.
São peçonhentas, e seu veneno causa muita dor e sangramento, podendo haver perda do membro afetado, efeito comum em acidentes com jararacas.
Seus filhotes possuem a ponta da cauda branca, que usam como isca para capturar seu alimento, principalmente rãs e lagartos.

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