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Parque Estadual Marinho da Laje de Santos < Santos > Av. Bartolomeu de Gusmão 192 - Ponta da Praia - Santos |
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Localização
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O acesso ao Parque deve ser considerado de duas
formas:
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| O Parque abrange áreas emersas (Laje de Santos e Rochedos
conhecidos como Calhaus) e imersas (parcéis, fundo arenoso e a
coluna d’água). A Laje de Santos, assim como provavelmente os Calhaus e as outras lajes e parcéis que compõem o Parque, é uma formação rochosa granítica. Sua porção emersa com formato que lembra uma baleia, tem 550 m de comprimento, 33 m de altitude e 185 m de largura, sendo a declividade mais acentuada no lado exposto ao embate de ondas (sul-sudeste). No lado norte, mais abrigado, a declividade é mais suave. A profundidade em ambos os lados atinge 30 m.
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| Nos Calhaus, com altitude aproximada de 14 metros, observa-se um
hidrodinamismo maior do que na área da Laje, de modo que as
correntes são mais intensas e com direção mais variável. Como resultado do trabalho erosivo, as rochas apresentam formações de arcos e túneis. A profundidade nesta área chega aos 42 m, que é a maior profundidade observada na área do Parque, segundo carta náutica. Conceitualmente, a denominação laje se refere a uma formação
rochosa em área marinha que, acima dos níveis alcançados pela água
do mar, praticamente não possui vegetação, à exceção de algumas
gramíneas e outras espécies rasteiras, distinguindo-se assim das
ilhas, onde se encontra vegetação arbustiva e arbórea.
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| O Parque é um local de grande interesse para a conservação da
diversidade biológica na costa do Estado de São Paulo, uma vez que a
ausência de outras formações rochosas ou ilhas em áreas próximas
acarreta grande concentração de peixes de passagem e recifes na
área. Cardumes de espécies de importância comercial como bonitos, sardinhas, olhetes e outros são frequentemente observados na área do Parque, onde encontram abrigo, alimento abundante e local para reprodução, demonstrando a importância desta Unidade de Conservação para a reposição dos estoques de recursos marinhos e para a manutenção do potencial pesqueiro da região. Espécies recifais, isto é, que vivem junto ao substrato rochoso, como frades, garoupas e budiões, também encontram nesta área condições ideais para sua sobrevivência e reprodução.
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| Há também espécies de peixes não formadoras de cardumes, mas que
da mesma forma se aproximam atraídas pela concentração de alimento,
como ocorre com as raias. Raias-manta de grande envergadura (também conhecidas como raias-jamanta) são frequentes em certas épocas do ano. Várias espécies marinhas migratórias (como baleias, golfinhos,
tartarugas e aves) utilizam esta unidade de conservação como parte
de sua rota. A pesquisa científica adquire nesta área uma importância fundamental, uma vez que diversas espécies já foram registradas aqui como ocorrências novas para a costa sudeste ou mesmo para a costa brasileira. Como Parque Estadual, esta Unidade de Conservação destina-se a fins científicos, culturais, educativos e recreativos, estando apta, portanto, para o desenvolvimento de atividades de visitação pública regulamentada. |