Parque Nacional do Pico da Neblina

< Santa Isabel do Rio Negro  -  São Gabriel da Cachoeira >
Av Dom Pedro Massa 52  -  São Gabriel da Cachoeira

Localização
O Parque Nacional do Pico da Neblina conflui com o Parque Nacional Cerro de La Neblina, no lado venezuelano da fronteira, de aproximadamente 1.360.000 hectares, formando um dos maiores complexos bióticos protegidos do planeta, e contribuindo para satisfazer o objetivo do parque de proteger uma amostra significativa dos ecossistemas amazônicos.

Superfície

2.200.000 hectares.

Bioma
Amazônia 100%

Campinarana 3%
Floresta Ombrófila Densa 35%
Contato Campinarana - Floresta Ombrófila 62%


Parque Nacional do Pico da Neblina

Relevo
Localiza-se no platô interfluvial entre as bacias dos rios Amazonas e Orinoco.
Embora predominem as formações cristalinas do Planalto das Guianas, há também rochas sedimentares do grupo Roraima.
No conjunto de montanhas dessa Unidade de Conservação situa-se o ponto culminante do Brasil, o Pico da Neblina, com 3.014 metros e também o segundo maior, o Pico 31 de Março.
 
O relevo do Parque divide-se em três unidades: planalto sedimentar Roraima, planalto Amazonas-Orenoco e pediplano Rio Branco-Rio Negro.
    No primeiro, do tipo tabular esculpido em rochas, as altitudes variam de 1.200 a 3.014 m, localizando-se aí o Pico da Neblina.
    Posicionado entre as bacias dos rios Orenoco e Amazonas, a segunda unidade corresponde a uma extensa área montanhosa, que tem como principais representantes as serras do Padre, Marié Mirim e Imeri. Com dois patamares distintos, suas altitudes são de 600 a 2.000 m.
    Finalmente, o pediplano Rio Branco-Rio Negro é uma extensa superfície de aplainamento, com origem em rochas pré-cambrianas do complexo guianense. Corresponde ao nível mais baixo da área, com altitudes variando de 80 a 160 m.


Parque Nacional do Pico da Neblina

Clima
O clima da região é tropical úmido, com médias anuais de temperatura em torno dos 26 ºC, e distribuição relativamente uniforme dos 3.500 a 4.000 mm anuais de chuva.
Além da umidade vinda da floresta local, há entrada de água oriunda de outros quadrantes amazônicos, que causa a formação de nuvens espessas e neblina que envolvem o Pico.
Lá no alto, as temperaturas podem chegar a 0 ºC.


Vista a partir do Pico da Neblina  -  Parque Nacional do Pico da Neblina

Flora
A cobertura vegetal da área compreende matas de terra firme, igapós, e pequenas áreas de campinarana.
Nas formações arbóreas densas observa-se grandes freqüências das seguintes espécies: Caraioa taquari, Clusia cf. columaris, Mauritia flexuosa.
 
Nas formações de floresta aberta são comuns: Humiria balsamifera, Eperua purpurea, Hevea rigidifolia. Também são bastante ocorrentes Micropholis guianensis, Licania membranacea, Swartzia viridifolia, Pouteria engleri, Qualea albiflora, Astrocaryum mumbaca, nas formações mais densas.
E Orbygnia cf. racemosa, Puteria guianensis, Carvocar glabrum nas formações mais abertas.

À medida em que se adentra os primeiros degraus do Planalto das Guianas, sucedem-se as florestas submontanas, até cerca de 1000 m de altitude, e as florestas montanas.
A vegetação vai até acima dos 2000 metros, na forma de líquens e bromélias.
Há também campos de altitude nos planaltos tabulares.
O Parque é considerado desde a visita dos primeiros botanistas um dos lugares de maior biodiversidade e endemismo do planeta, embora faltem estudos que o comprovem.

Fauna
O Parque abriga uma das faunas mais ricas do país, com diversas espécies ameaçadas de extinção.
Embora ainda abundante na área, o primata uacari-preto (Cacajao melanocephalus), por exemplo, tem sofrido em outras regiões a redução de suas áreas nativas, o mesmo acontecendo com o galo-da-campina (Rupicola rupicola), pequena ave alaranjada que habita as áreas cobertas por florestas.
Outras espécies preservadas são o cachorro-do-mato (Speothos venaticus), onça pintada (Panthera onca), gavião-pega-macaco (Spizaetus tyrannys) e gaviao-de-penacho (Spizaetus ornatus).
Podem-se observar ainda a anta (Tapirus terrestris), os zoguezogues (Callibecus spp.), tucano-açu (Ramphastos toco), mutumporanga (Crax alector) e jacamim-de-costas-cinzentas (Psophia-crepitans).


uacari-preto


tucano-açu

Fonte: Ibama
br.viarural.com > serviços > parques nacionais > amazonas

AGRICULTURA CONSTRUÇÃO E PECUÁRIA NO BRASIL